Por Andréa Ariani
Há bandas que são condenadas por experimentar novos sons em discos conceituais, arranjos elaborados ou flertar com outros estilos. Outras, já são endeusadas por justamente serem fiéis ao seu arroz com feijão. É aquela, se o time está ganhando, pra quê mudar? Uma dessas que escolhe a segunda opção é o Anti-Flag. Vamos deixar claro que “manter-se fiel” não é necessariamente oferecer o mais-do-mesmo, ainda que o punk “1,2,3, vai!” e músicas de protesto, revolta contra o governo continuem dando a tônica. Influenciados pelo espírito e vivendo dentro e desde o início do movimento Occupy Wall Street, o discurso pode ser curto e grosso como nos 21 segundos de "Controlled Opposition" ou mais consistente como nos mais de três minutos de "The Neoliberal Anthem". O grande mérito é traduzir em doze faixas o que o Anti-Flag é em essência. Mesmo que a banda não seja sua preferia e você um não profundo conhecedor do trabalho deles. O que isso quer dizer? Ativismo, engajamento e música com objetivo maior do que só soar bem em três acordes. Outro destaque é a capacidade de fazer músicas fortes já fadadas a entrar na galeria de hits da banda. Entre elas, "The ghost of Alexandria", "This Is a New Sound" (e sua intro matadora), "Broken Bones" e a já divulgada "1915" - atual música de trabalho. O refrão grudento de "Resist" vai colar imediato na sua mente e difícil você não achar que, para fãs do punk ativista, esse não é um dos melhores lançamentos de 2012. O décimo disco de estúdio do Anti-Flag tem lançamento mundial em 20 de março. O álbum novamente lançado pela SideOneDummy Records sai três anos depois do elogiado "The People Or The Gun". Só para ficar nesse disco, você pergunta: Eles se superam ou se equiparam à qualidade de faixas como "The Economy is Suffering...", "We Are The One e "Sodom,Gomorah, Washington DC?". Sim, e muito fácil. | ![]() |
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