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FISTT – Como Fazer Inimigos...


(Oba! Records, 2008)

Por Dario Barbosa

Eis que chega em minhas mãos com exclusividade o tão aguardado novo álbum do FISTT, “Como Fazer Inimigos”.  O grupo, que estava há 4 anos sem lançar um registro inédito, mata a sede dos fãs com um disco magnífico, a começar pela gravação de altíssima qualidade realizada no estúdio Midas, em São Paulo/SP, sob a batuta do competente Paulo Anhaia e masterização por conta de Rodrigo Castanho (NX Zero, CPM22, Hateen, Fresno, etc). “Como Fazer Inimigos” apresenta a banda em sua melhor forma, muito mais madura, e com uma evolução absurda comparada aos últimos álbuns. A parte instrumental, que sempre foi uma característica forte do FISTT, está ainda mais poderosa neste disco, mostrando um entrosamento incrível em cima de uma base composta por bateria e baixo impecáveis, e guitarras que mais parecem metralhadoras de riffs, mas, claro, não deixando de lado as boas melodias e harmonias.

O CD abre com uma música já conhecida pelo público, “Aquecendo”, primeiro single do álbum, e que já até possui videoclipe rodando nos principais veículos especializados. O interessante neste trabalho é que a banda apostou (com sucesso) em músicas de apelo mais pop, como é o caso das faixas “Continuar”, “Sad Rockstar” (esta com uma letra bem ao estilo FISTT de ser) e a maravilhosa balada “Tanto Faz”, que mostra uma sonoridade até então inédita na carreira do grupo. Mas, claro, a sonoridade peculiar da banda, que muitos rotulam de “hardcore do interior”, está intacta, e aparece nas faixas “Fevereiro”,  “A Canção Invisível” e “Essa é a última vez”, esta a mais veloz do disco, lembrando um pouco a sonoridade que o Raimundos fazia em seus primeiros discos. A sétima faixa, “Carnaval”, tem participação especial de Rodrigo, do Dead Fish, e apresenta em seus quase nove minutos de duração um instrumental empolgante que, inclusive, traz um trompete bem inserido em seu andamento, coroando como a melhor música do CD.

Ainda não estamos nem na metade do ano, então é arriscado dizer que este é o melhor álbum nacional de 2008. Mas com a atual crise fonográfica, e essa enxurrada de bandas cópias de NX Zero, acho que dificilmente alguém tomará o posto do FISTT como o melhor lançamento do ano. Ficou curioso em ouvir? Aguarde até maio, mês em que o álbum sai oficialmente pela Oba! Records.

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