home / matérias / exibe matéria

Matérias

Resenha


Stiff Little Fingers em São Paulo



16/08/2011 | por Antonio Carlos “Atibaia”

O Stiff Little Fingers é uma dentre as raras exceções da velha safra de boas bandas punks de ’77 que ainda está na ativa e mandando muito bem, ainda bem!  O Clash Club foi enchendo aos poucos, diga-se de passagem, um público mais velho e desgastado com o tempo, cabelos grisalhos, outros sem cabelo algum, alguns fora de forma, outros sem forma alguma, claro que não me refiro às mulheres presentes e sim aos "malacabados" de sempre, a velha camiseta de punk surrada estava em alguns, mas a satisfação de estar presente em um concerto de uma das lendas do punk rock mundial estava em todos.  

Parecia que não ia ter casa cheia, mas por volta das 21h45, com o Clash já lotado, a banda irlandesa entra em cena e os primeiros acordes de “Roots, Radicals, Rockers and Reggae” são ouvidos, empolgação total quando emendam “At The Edge” e “Nobody’s Hero” para ninguém descansar. Não tivemos banda de abertura para o tradicional esquenta, acho que pelo menos uma banda de punk nacional merecia abrir esse show.

Quase todas as músicas foram tiradas dos três primeiros álbuns, “Inflammable Material”, “Nobody’s Heroes” e “Go For It”, com exceção da música “Strummerville” do último álbum “Guitar And Drum” que, se eu não me engano, foi a homenagem que eles fizeram ao Joe Strummer usando o nome da fundação como título da música. Caso contrário, manifestem-se... E mais “Straw Dogs” e “Listen” que são de singles lançados em 79 e 82 respectivamente. Jake Burns está em plena forma vocal, não diria o mesmo da física, mas o tempo passa, o tempo voa... 

Pouco mais de 11 anos separam a primeira vez que eles estiveram por aqui, julho de 2000, e eles não decepcionaram, a energia foi quase a mesma, eles demonstram que realmente gostam do que fazem e têm muito pavio para incendiar ainda.

A primeira do “Inflammable...” só foi ouvida na metade do show, mandaram “Barbed Wire Love”, confesso que já estava ficando preocupado, apesar de terem tocados um ótimo setlist, é um dos meus álbuns preferidos. E não decepcionaram, ainda tocaram mais 4 dele.

Terminam com pouco mais de 55 minutos de show, era pouco, o público, nós, queríamos muito mais, então eles voltam clamado pelo coro do público: – gotta gotta gettaway, gotta gotta gettaway... – e as rufadas de “Johnny Was” chamavam o público para mais uma, era certeza que a noite ainda seria mais longa.

No segundo encore tocaram “I Fought The Law” um cover da banda The Bobby Fuller Four, música que a maioria deve conhecer na voz de Joe Strummer do The Clash, e que foi cantada nos 4 cantos do clube. Finalizaram esse grande show com a chamada chave de ouro, “Alternative Ulster”, era para acabar mesmo, quebraram tudo, não literalmente, mas fisicamente.

Simples, bem feito e fez o tempo passar muito rápido, mas o que fica na memória, vai demorar para ser esquecido, precisa de mais?

Setlist do show:

1. Roots, Radicals, Rockers And Reggae
2. At The Edge
3. Nobody´s Hero
4. Silver Lining
5. Straw Dogs
6. Just Fade Away
7. Listen
8. Doesn´t Make It Alright
9. Barbed Wire Love
10. Strummerville
11. Wasted Life
12. Fly The Flag
13. Tin Soldiers
14. Suspect Device
15. Johnny Was
16. I Fought The Law - The Bobby Fuller Four cover
17. Alternative Ulster

GALERIA DE FOTOS




promoções

Nenhuma promoção no momento.

informativo

Cadastre-se no informativo do ValePunk e fique por dentro sobre as promoções e novidades do site.
cadastrar

serviços