Revelação do atual cenário independente, a banda Enfuga, de Florianópolis/SC, bate um papo com o ValePunk e conta sobre seus planos para o decorrer deste ano.
Fale um pouco sobre a história da banda, como o Enfuga surgiu?
A Enfuga surgiu em 2008, com a ideia inicial de ser uma banda de covers e tocar sem uma pretensão muito maior do que a de se divertir no palco. Porém, em um dos nossos ensaios, quase que involuntariamente, foram surgindo os primeiros acordes de “Burnout”, que viria a ser nosso primeiro single em maio daquele ano. Depois de compormos “Burnout” e recebermos o feedback positivo das pessoas que ouviram, decidimos seguir compondo e deixar os covers de lado. E está dando certo, graças a Deus. A repercussão das nossas músicas está sendo muito gratificante para nós..
A banda é de Florianópolis, o cenário musical da cidade é muito complicado para o estilo da banda. Como lidam com isso?
Infelizmente ainda é sim. Florianópolis ainda não possui um forte cenário musical voltado para o rock. Ainda somos uma cidade um pouco carente de investidores em festivais de rock, boas casas de show que se disponibilizem a receber esse tipo de evento, e de bons produtores. O que acontecem aqui são pequenos festivais, organizados por pessoas inexperientes (e muitas vezes até irresponsáveis), em locais precários, e na maioria dos casos, que só abrem espaço às bandas dos amigos do “organizador”, fazendo com que a “cena” se estacione e não cresça. Para vocês terem uma idéia, a Enfuga já tocou mais fora de Floripa do que aqui, e somos mais conhecidos fora do estado do que “em casa”. Mas isso aos poucos está mudando, e a tendência é melhorar ainda mais. Floripa já está ganhando novas casas de shows, alguns eventos de médio e grande porte já têm acontecido aqui com uma maior freqüência e recentemente foi lançada a Ilha Records, um selo fonográfico com sede aqui em Floripa, e que vai trabalhar prioritariamente com artistas catarinenses. Inclusive a Enfuga foi a primeira banda contratada pelo selo, e já estamos em estúdio pra em breve lançarmos nosso primeiro álbum profissional.
Quais as influências musicais da banda? E o que dessas influências vocês trazem para a banda?
Cada um de nós quatro tem influências em diferentes artistas de diferentes gêneros, e acredito que essa “mistura” ajude na composição de uma identidade própria pra gente. Porém, as influências que temos em comum, como banda, passam por nomes como Incubus, Stone Temple Pilots, 30 Seconds to Mars, Muse, Red Hot Chilli Peppers e Paramore. A gente busca absorver dessas influências um pouco de tudo que pode vir a enriquecer nosso som, mas sem precisar reproduzir nada do que já foi feito. Pelo contrário, quando a gente compõe algo que lembra muito um som que a gente conhece, a gente pára e começa de novo, até ficar com a cara da Enfuga. Então eu acho que é possível sim, fazer um som que pertence a um mesmo gênero, se inspirar em linhas de composição, produção, postura, performance, identidade visual, sem deixar de ser original.
No que a internet tem ajudado na divulgação da banda?
A internet tem sido fundamental para que a gente pulverize o nosso trabalho. Uma banda que não tem Myspace, por exemplo, certamente vai sentir dificuldade na divulgação do seu som, e a Enfuga deve muito ao Myspace, ao Orkut, ao Twitter porque sem essas ferramentas não teríamos recebido tantas manifestações de carinho dos fãs como temos recebido a cada dia. Recentemente estivemos entre os Myspaces mais visitados do Brasil, entramos nos Trending Topics do Twitter, e com isso veio mais uma galera curiosa pra ouvir nosso som e consequentemente (e felizmente!) conquistamos novos fãs.
O que vocês acham dos grupos que estão fazendo sucesso atualmente, os "coloridos"?
Essa febre do chamado “Happy Rock” é algo que a gente encara com naturalidade. Não é um som que nos atraia, muito menos a questão “visual”, mas respeitamos porque é um momento que a música está vivendo, que tem mobilizado uma grande parte dos adolescentes no Brasil, e que acreditamos que, como toda febre, uma hora ela passa, nem que seja quando uma nova febre surgir. Nós tocamos com o Restart num festival ano passado em Sampa e vimos de perto a força que esse movimento “colorido” representa. A única coisa que nos incomoda um pouco é chamar isso de “Rock”. No nosso ponto de vista é um powerpop, um som e um visual que não têm nada que se assemelhe com o que de fato é Rock’n’Roll, e a grande maioria dessas bandas coloridas não nos parecem bandas de jovens que se juntaram pra fazer aquele som, mas bandas “modificadas” por produtores pra se transformarem em febres adolescentes. Enfim, toda banda precisa ser lapidada pra entrar num contexto comercial sim, porém algumas vezes o exagero faz com que elas caiam no ridículo.
que os fãs do Enfuga podem esperar daqui pra frente?
Estamos finalizando a pré-produção do nosso novo CD, pela Ilha Records, e em muito breve entraremos em estúdio para, em definitivo, começarmos a gravar as 12 faixas do álbum. O que a galera pode esperar desse álbum é que ele vai mostrar uma maturidade musical ainda maior da banda, inclusive porque estamos contando com grandes profissionais de dentro e de fora do Brasil, e apesar de não podermos revelar muito em relação ao CD, podemos adiantar que ele vai trazer além de músicas inéditas, algumas regravações também. Além do lançamento do CD, este ano ainda devemos gravar nosso primeiro clipe, lançar nosso site e loja virtual, e entrar em turnê pelo Brasil.
Para quem não conhece, quais os links para encontrar mais informações da banda (Myspace, Fotolog, Twitter)?
Nosso Myspace com todas as nossas músicas e links pra download é o www.myspace.com/enfuga. A galera também pode seguir a gente no Twitter (@BandaEnfuga) e fazer parte da nossa comunidade no Orkut pra ficar sabendo de todas as novidades.
Quais integrantes da banda possuem twitter? E quais os endereços para adicionarmos?
Will (vocal): @WillianCosta
Leo Saba (guitarra): @LeoSaba
Rodrigo Domingues (baixo): @RodrigoDMoreira
Anderson Vieira (bateria): @AndersonEnfuga
Bom, nós do ValePunk agradecemos a banda Enfuga peela entrevista. Deixem uma mensagem final.
Muito obrigado! A gente é que agradece pelo espaço, pelo convite, e sempre que precisarem da gente é só chamar! Grande abraço!
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