Apostando em um som diferenciado, a banda paulista Uestop vem se destacando na cena independente nacional. Confira a entrevista para o ValePunk.
1 – Para começar, como se formou a banda Uestop?
A banda começou na primavera de 2005 com a intenção de fazer um som alternativo, mas que fosse pop ao mesmo tempo, ouvindo as bandas que havia até o momento, Uestop tentou fugir um pouco daquela cena, porém não fugindo de fazer um som onde tentávamos e continuamos tentando agradar a todos, assim sem rótulos e um público alvo. Pois não queremos criar uma nova moda e sim um som que possa ser escutado por varias gerações. A banda sempre teve quatro integrantes, no começo a batera era uma garota, a “Pite”, e foi com ela que gravamos nossa primeira demo, “Veja só”, e logo em seguida nosso primeiro EP , “KONJI”, que foi onde conseguimos arrancar o que esperávamos do público, e algumas pessoas começavam a falar que UestOp era um Vício. Em 2008 a “Pite” sai da banda, e chamamos um baterista para o seu lugar, o “Mavinho” (já conhecido por tocar no Fábrica Civil há muitos anos), que trouxe um up a mais pra banda e vestindo a camisa do Uestop. Assim continuamos nosso trabalho, e agora em abril de 2008 gravamos duas músicas novas com nosso novo baterista e o produtor Rildo Velloso (conhecido por produzir bandas como Gram, CPM 22, Hateen, entre outras), o resultado foi mais satisfatório que o esperado, assim comprovando a evolução da banda.
2 – Na opinião de vocês, qual o maior diferencial da banda uestop para a maioria das bandas da cena?
Não estamos presos a nada, fazemos um som onde você encontra vários ritmos e variações.
3 – Fale um pouco sobre as influências da banda, e em que tipo de som a banda se encaixa.
As influências são muitas, mas uma das bandas que inspirou o Uestop foi a banda Los Hermanos. Outras bandas que influenciam são bandas que seguem essa linha alternativa. Mas nosso som é bem mais variado porque os integrantes possuem influências distintas que vão desde os ritmos dos anos 80, um pouco de bossa nova e até os mais atuais.
4 – Como rolou a gravação do EP "Konji"? Vocês estão preparando algo novo?
A gravação foi no Toka estúdio, gravado e mixado por Ge Lucas (vocalista do Fábrica Civil). Foi bem tranqüila a gravação... Neste EP já estávamos bem certos do que queríamos passar, a gravação foi totalmente independente. Agora terminamos de gravar duas músicas novas que continuam seguindo a linha do EP “KOnji”. Estamos à procura de um selo ou gravadora para que possamos lançar nosso primeiro CD.
5 – Como vem sendo os shows de divulgação?
Todos os nossos shows sempre trouxeram repercussão para nós, fazendo com que a cada apresentação a banda cresça um pouco mais.
6 – Basicamente do que se trata o tema das músicas da Uestop?
Falamos de coisas que acontecem com nós mesmos, falamos do mundo em nossa volta, fazemos questão que todos entendam cada palavra que cantamos. Cantamos o amor da forma onde não seja pegajoso demais, porque nem todo amor é bom, quando só você ama... Não estamos cegos para as coisas que acontecem no mundo, tratamos do que nos incomoda ou não.
7 – Qual é a opinião de vocês sobre a cena independente do Brasil?
Acho que esta cada vez mais independente, e cada vez mais difícil entrar para cena, todo dia surge um banda nova e os meios de comunicação não conseguem dar conta de tudo isso. As bandas estão caminhando cada vez mais sozinhas, e algumas se sobresaem por elas mesmas sem ajuda de nenhum veículo, outras possuem uma situação financeira bem mais alta que as outras e conseguem entrar para eventos que hoje em dia só com dinheiro você entra. Antes fazer uma boa música era o suficiente para chegar aos ouvidos de quem pode fazer algo pela banda, hoje é dinheiro depois a música, A internet hoje é a melhor amiga das bandas independentes, porque é onde conseguimos fazer outras pessoas ouvirem nossa música. Para as bandas independentes hoje a persistência é nosso maior aliado, se você acredita no som que você faz, continue! Porque quem acredita sempre alcança e eu nunca vou me esquecer disso.
8 - De onde vem a motivação para continuar?
A vontade de crescer cada dia mais, as pessoas que nos acompanham, o público que nos mantêm e a vontade de fazer música com o mais sincero sentimento. Estamos em um caminho que o único lugar a seguir é a ida.
9 – Bom, deixe aquele tradicional recado para os leitores. Sucesso e valeu pela entrevista!
Ouçam UestOp, assim sem nenhum compromisso mesmo, mas deixe a canção envolver você a cada nota, ouça as letras e lembre que você já passou algo parecido, pois todos nós vivemos no mesmo mundo e por mais diferentes que somos existem coisas que não podemos evitar. Obrigado ao pessoal do ValePunk pela oportunidade, ao Jean Dinasci pela força, e a todos que lerem essa entrevista.
“O mundo não é feito de uma esfera, mas todos nós somos uma esfera nele, um grão de areia que coitado de mim caso a onda venha me levar, não fico na beira justamente pra não ir pro mar... Justamente pra não ir pro mar..."
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